Reproduzo aqui a matéria que saiu na globo.com por
Glauco
Araújo Do G1.
Vale a pena entrar nesta discussão. Questão de direito e escolhas!
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Mariana Maffeis Feola, de 29 anos, abraça sua filha Joana, que
nasceu durante parto domiciliar (Foto: Arquivo Pessoal/Marcelly Ribeiro).
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É retrocesso absurdo', diz mãe que fez parto em casa sobre decisão no
RJ
Mariana Feola, 29, filha de Ana Maria Braga, teve
Joana, 1, no quarto.
Ela critica decisão do Cremerj de proibir médicos de fazer
parto domiciliar.
A opção de dar à luz o bebê em casa é uma decisão que deve
ser da mãe e não do médico obstetra. Essa é a opinião da comerciante Mariana
Maffeis Feola, de 29 anos, que teve sua filha Joana, de 1 ano e 6 meses, no
quarto de sua casa em São Paulo, em fevereiro de 2011. Ela questiona o
posicionamento do Conselho Regional de Medicina do Rio (Cremerj), que anunciou
proibição e punição a médicos que atuem em partos domiciliares.
Mariana, que é filha da apresentadora Ana Maria Braga,
considera a medida do conselho retrógrada. "Os representantes do Cremerj
não são deuses para proibir as mulheres de terem seus filhos em casa. A
Organização Mundial da Saúde (OMS) defende o direito da mãe de escolher. O que
acontece no Brasil é que há um cartel das maternidades, que age em prol das
cesarianas, para o lucro maior dos médicos. Esse é um modelo falido, como já
mostram países mais desenvolvidos. Alguns estados são retrógrados e
provincianos. Com certeza, o Cremerj vai ter de voltar atrás porque o que estão
fazendo é um retrocesso absurdo."
“É uma pena esse cenário brasileiro e até mesmo a ignorância das
mulheres, que permitem que os médicos interfiram nesse momento tão
especial"